Implementação do Benchmarking
Na implementação do processo é fundamental traçar e seguir algumas regras para que os objectivos sejam alcançados e se permita uma melhoria permanente do processo. Assim, torna-se necessário elaborar um plano para definir a acção do processo.
Robert Camp, precursor do Benchmarking diz o seguinte sobre as etapas de implementação:
“O nosso Benchmarking tem 10 etapas. A ALCOA usa 9 etapas. A AT&T tem 12. NA IBM têm cinco fases e um certo número de etapas. Porém, colocando-as lado a lado verificamos que todos eles têm muito em comum.”
As três primeiras etapas têm maior peso do que as duas seguintes. Vejamos os primeiros passos.
Determinar sobre que fazer benchmarking;
Determinar sobre quem fazer benchmarking;
Estipular as fontes de dados que nos irão ajudar nessa tarefa;
Em seguida:
Analisar o fosso entre o que nós fazemos e aquilo que a soma das práticas diria que nós deveríamos fazer;
Rever o nosso desempenho interno, os métodos de avaliação e os objectivos;
Processo de Benchmarking
Robert Camp realça alguns aspectos que fazem parte da definição:
Processo Contínuo
Com vista à obtenção da excelência o processo é dinâmico estipulando objectivos e assumindo-o como processo de melhoria contínua.
Avaliação do desempenho
A avaliação implica análise e comparação de práticas e resultados, proporcionando a percepção das diferenças de desempenho, o que possibilita que se encontrem oportunidades de melhoria.
Produtos, Serviços e Práticas
O objecto e o âmbito do Benchmarking incidem quer em produtos quer em serviços quer em práticas.
O processo tem início no seio da organização, fazendo uma análise introspectiva sobre as práticas internas. Só depois parte para uma observação sobre os outros. Uma percepção clara dos processos internos é fundamental para a aprendizagem junto das outras organizações.
Na implementação do Benchmarking é necessário seguir algumas normas com vista a não nos desviarmos dos objectivos traçados e a praticar uma constante melhoria do mesmo.
O processo divide-se em cinco etapas fundamentais.
1ª Planeamento;
2ª Análise;
3ª Integração;
4ª Acção;
5ª Maturidade;
Vejamos mais em pormenor.
1. Planeamento
Identificar o objecto para referenciar (benchmark);
Identificar organizações a referenciar;
Estipular métodos de recolha de dados
2. Análise
Estabelecer o “fosso” de desempenho entre a nossa empresa e a analisada;
Traçar níveis de performance a atingir;
3. Integração
Difundir os resultados e conquistar a adesão dos colaboradores da empresa;
Estabelecer estratégias e planos funcionais;
4. Acção
Criar planos de acção;
Implementar acções específicas;
Reajustar e melhorar os “benchmarks”;
5. Maturidade
Conseguir posição de liderança;
Integrar plenamente as melhores práticas nos processos internos;
Findo este processo importa sublinhar o carácter dinâmico do mesmo, o qual requer análise e controlo sistemáticos e continuados.