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QUAL É A SUA ATITUDE?

"O sucesso no mercado cada vez mais depende do aprendizado,
mas mesmo assim a maioria das pessoas não sabe como aprender."
Chrys Argyris

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Vemos, praticamente todos os dias, alguém referir-se a outras pessoas, falando de outras pessoas.

Este é um mal do mundo moderno.

Poucas pessoas percebem que se deve falar com as pessoas, nunca das pessoas. Está é a Lei da Interação Pessoal.

Não bastasse essa Lei, que faz com que o clima organizacional, o clima familiar e o clima entre os amigos fiquem melhores, há o ponto do valor da relação de que temos e mantemos:

- se temos uma relação que valha a pena, devemos falar e compartilhar com a pessoa da nossa relação, para fazer com que a relação e as pessoas da nossa relação cresçam;

- se, porventura, não valer mais a pena investir na relação, não há porque ficar com um pé no passado, dando uma de “Candinha”, fofocando sobre os outros...

Só por este aspecto percebemos como uma parte das pessoas se distancia da excelência...

Mas não bastasse isso, há um outro aspecto de primordial importância, tanto para a vida profissional, como para a vida pessoal.

Chrys Argyris, psicólogo organizacional da Harvard University, é o autor de um artigo memorável intitulado “Ensinado Pessoas Inteligentes A Pensar”.

O que eu venho trazer, ora por diante, é a minha interpretação daquele artigo.

Imaginemos que eu, num trabalho de consultoria, chegasse à conclusão que o meu cliente tinha um pouco de dificuldade em entender as recomendações que eu lhe transmito.

Usualmente muitas pessoas diriam:

- “O Fulano de Tal tem muitas dificuldades.”

Ou ainda:

- “Falta ao Fulano de Tal tempo de banco na escola.”

Ou o professor falando de um aluno:

- “O Joãozinho não tem jeito, é burro!”

Essa postura relativamente comum, de apontar o dedo ao outro, evidencia, no mínimo, uma falta de comprometimento, uma falta de postura proativa.

Estes casos só mostram um comportamento que Argyris denomina “comportamento defensivo”, que na minha humilde opinião, é o oposto do comportamento proativo.

Vejamos as 3 frases acima:

1º Frase:
- “O Fulano de Tal tem muitas dificuldades.”


Note que o foco, de quem fala uma frase como esta, é defensivo, pois desvia o foco de si, desculpando-se, pois o outro seria incapaz.

Uma pessoa proativa não diria esta frase, mas a substituiria, por exemplo, por esta pergunta:

- “O que eu preciso fazer para que Fulano de Tal entenda o que eu estou recomendando?”

Note que com este questionamento, ao invés de você se encostar na parede, apontar o dedo para o outro, e “falar dele”, numa atitude francamente passiva e defensiva, você mantém o foco sobre você buscando soluções para o problema encontrado, apresentando um comportamento proativo.

Com esta postura apresentada pela pergunta você se coloca agindo sobre o mundo.

Eu recomendo que você leia os artigos correlatos:

“PROBLEMAS! O Que São E Como Resolvê-los” e

”Alinhamento Pessoal”.

2º Frase:
- “Falta ao Fulano de Tal tempo de banco na escola.”


Depois da explicação acima, esta frase mostra também o comportamento defensivo, mostra uma pessoa que coloca nas costas do outro uma carga que seria dela, caso quisesse realmente resolver o problema. O “outro” não tem estudo...

Note que esta frase pode ter embutido um julgamento de valor, caso quem a profira, tenha tempo de banco de escola. A frase, neste caso, a colocaria em um patamar “superior”.

Como o “outro” é culpado e “eu sou bom pacas”, ele, “o outro”, que se vire, eu estou fora, numa atitude passiva e defensiva.

A frase que pode substituir esta, de uma forma proativa, seria, por exemplo:

- “Como eu faço para que o Fulano de Tal possa chegar ao nível de entendimento que o assunto exige?”


Um pouco diferente, você não acha?

3º Frase:
- “O Joãozinho não tem jeito, é burro!”


Este é um caso por demais conhecido para quem vive perto da educação pública.

O professor, principalmente o da rede pública, crê piamente que ele ensina a todos com a mesma aula:

- tanto o filho do casal que lê, discute os assuntos e notícias do
dia, têm um vocabulário rico, expressa sentimentos e emoções,

- como o filho do catador de material reciclado, que mal tem o
que comer, não tem o que ler, não tem nem uma mesa para
fazer a lição de casa...

Note que eu estou traçando um perfil médio, sem preconceitos,
pois eu sei de filhos de catadores que são excelentes alunos, e
filhos de famílias “de bem”, que empacam.

Não há como tratar os desiguais, de forma igual, e querer que
todos aprendam com a aula padrão.

A postura de um professor - educador – e são raros! – é
perguntar:

- “O que eu tenho que fazer para trazer esta criança até o nível
do restante da sala?”


Com esta última pergunta o professor se coloca como uma fonte
de soluções.

E você, você tem comportamento defensivo?

Você adota uma postura passiva na vida?

Ou você é proativo e se coloca como um agente de mudanças?

Na sua empresa, ou na empresa que você trabalha, você tem
empregados que reclamam ou que são fontes de solução?

E você, na sua vida, na vida dos que o cercam em família, no seu rol de amigos e no seu trabalho, qual é a sua contribuição?

 

Carlos Alberto de Faria
Merkatus
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