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A história do PageRank

Por Carlos Ascensão 

Larry Page e Sergey Brin conheceram-se num evento da universidade no Verão de 1995. Page caloiro e Sergey estudante do segundo ano.

A história do PageRank 

Page sabia que o tema para a sua tese seria decisivo para a sua carreira. Parecia-lhe incontornável que incidisse sobre algo ligado à novíssima World Wide Web, tendo começado a trabalhar na pesquisa da estrutura de links da Web.

Ele reparou que era simples seguir links duma página para outra, mas o mesmo já não acontecia quando se queria descobrir links para trás (“back links”). Incomodava-o saber que existiam páginas com links a apontar para a nossa e nós não sabíamos com rigor quais eram.

Se ele conseguisse descobrir um método que possibilitasse descobrir os links externos dum site – aqueles que apontam para estes – a Web tornar-se-ia muito mais interessante.

Porquê?

E aqui é que começa a fascinante viagem pelo raciocínio que levou à descoberta de um dos segredos mais bem guardados e valiosos da actualidade: o PageRank.

Para cientistas, investigadores e académicos é muito importante publicar os seus trabalhos. Os artigos publicados são uma espécie de currículo vivo. Então se for em revistas científicas da especialidade, melhor.

Uma publicação académica que se preze deve indicar sempre as fontes que sustentam determinada afirmação. Em regra as conclusões enunciadas são sustentadas através de citações para artigos doutros autores.

O impacto dos documentos científicos mede-se através do número de estudos que os citam. Essa análise é feita através da bibliometria.

A medida mais conhecida nessa matéria é o Factor de Impacto Garfield, que sustenta que “o factor de impacto de uma revista num determinado ano é a média do número de citações recebidas pelos artigos publicados nos dois anos anteriores nessa revista.”

A partir daí evoluiu-se para um critério mais detalhado em que se considerava que nem todas as citações têm a mesma relevância.

Para além da citação são tidos em conta as anotações – notas descritivas que são acrescentadas às citações. Juízos de valor acerca do artigo citado.

Visto isto, voltemos ao estudo de Page acerca dos back links. Para ele a citação era similar a um back link e a anotação uma descrição do link.

E assim surgiu o BackRub, destinado, como o nome indica, a massajar as costas  aos sites, ou seja, a vasculhar para trás os links externos dos sites, servindo-se destes para hierarquizá-los, quando submetidos a uma pesquisa.

No estudo que Page e Brin apresentaram na Universidade de Stanford intitulado The Anatomy of a Large-Scale Hypertextual Web Search Engine, eles definem o PageRank assim:

We assume page A has pages T1...Tn which point to it (i.e., are citations). The parameter d is a damping factor which can be set between 0 and 1. We usually set d to 0.85. There are more details about d in the next section. Also C(A) is defined as the number of links going out of page A. The PageRank of a page A is given as follows:
PR(A) = (1-d) d (PR(T1)/C(T1) ... PR(Tn)/C(Tn))

 

O escalonamento

A ideia de Page ao considerar não só os links externos dum site mas também a importância dos sites que os continham, estava focalizada na utilidade que daí poderia advir para os utilizadores. Ser útil foi a razão do sucesso quase imediato do Google .

Assim o sistema de escalonamento premiava links provenientes de sites importantes (que tivessem eles próprios links externos originários doutros sites importantes) e desconsiderava links de sites pouco importantes.

Ora, o facto de os sites mais populares (mais relevantes) aparecerem no topo da SERP, traduziu-se numa criação de valor para o utilizador que até então nunca tinha aparecido.

Assim, em poucas semanas os outros motores de busca, que apresentavam resultados irrelevantes misturados com resultados relevantes, sem qualquer critério, foram destronados pelo BackRub.

Em Agosto de 1996 foi lançada a primeira versão do Google no site da Universidade de Stanford.

Isto veio a trazer complicações à universidade pois, o facto dum programa – o crawler – fazer download dum site completo para outro computador, foi encarado por algumas entidades como uma invasão da propriedade .

Mas, para além das dores de cabeça que causaram a Steve Hansen, responsável pela segurança da universidade, o advento deste novo paradigma causou algumas urticárias. Havia um sentimento contido de repulsa por aqueles garotos de Stanford que se arrogavam a dizer ao mundo como está escalonado.

Para além desses contratempos continuava a haver necessidade de criar um modelo de negócio. Os dois fundadores estavam empenhados em ter a melhor busca possível.

Busca que não preenchia os objectivos e aspirações dos executivos da Internet no final dos anos 90. Para estes o que interessava era manter as pessoas no portal, não incentivá-las a sair, como propunham os dois inventores.

Estava assim criada uma enorme abertura no mercado para o Google se instalar ao seu ritmo e prosperar da maneira alucinante que todos conhecemos, deixando atónitos os gestores e políticos de todo o mundo.

 

 

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Autor Carlos Ascensão