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E se a Google fosse má?

O título deste artigo vem a propósito do lema da Google: “Não sejas mau” (“Don’t be evil”).

Tal como nos anos 80 a IBM estipulou as regras da actividade das mainframes e nos anos 90 a Microsoft imperou nos computadores pessoais, a Google adquiriu um poder de tal dimensão que se pode afirmar que está em condições de reger a actividade da Internet.

E isso faz a Google má?

Há milhões de dólares atrás Larry Page e Sergey Brin criaram aquele lema fantástico, pela sua simplicidade associada ao poder que proporcionou a biliões de internautas. No meu caso particular, lembro-me de, por volta de 2001, dar comigo a chamar ao Google “A Minha Bola de Cristal”.

Vejamos algumas conjecturas.

Se a Google fosse má eles poderiam:


1. Usar os seus dados contra si

Este parece ser o mais óbvio temor.

A maior parte dos produtos Google funciona apenas através da criação duma conta. Isso significa que a Google sabe imenso sobre quem usa os seus serviços: a morada, o número do cartão de crédito, os sites que visita, os sites que possui, quanto ganha em cada site (se usa o Google Analytics), etc.

Essa informação pode ser vendida ou cedida a troco de qualquer favor ou exigência, assim como eles podem banir todas as actividades que se relacionem com os seus serviços.

Há muita coisa que a Google pode fazer contra si, pois eles sabem muito sobre si.

Imaginemos que a Google trata os dados dum utilizador como o faz uma cadeia de “Distribuição Moderna” que disponibiliza cartão de desconto cartão de crédito. Grupos económicos que oferecem estes serviços dispõem de informações valiosíssimas acerca dos padrões de consumo, necessidades, valores, poder económico, etc., etc.

Ora, o que dizer do poder resultante de se conhecer detalhes dos indivíduos fornecidos pelo Google Maps, Froogle, Google Book Search, Google Earth, Google Schoolar, Talk, Images, Vídeo e News?

O tema tem assumido tal importância que Há pouco tempo atrás o New York Times publicava uma notícia com o seguinte cabeçalho: «Descansa Bill Gates; o vilão agora é a Google».

O cookie “imortal” do Google é outro dos temas amplamente discutidos na Web. O primeiro motor de busca a usar um cookie deste género foi o Google. Este cookie coloca um “ID number” no disco rígido do utilizador. Sempre que este acede a uma página do Google recebe um cookie, caso não tenha já um instalado. Então o sistema pode registar dados sobre o respectivo “ID number”  IP, data e hora, termos pesquisados e dados sobre o browser. Este método é referido pela indústria como “IP delivery based on geolocation”.

2. Manipular resultados

Larry Page e Sergey Brin são hoje em dia muito mais do que um caso de sucesso. Eles são mote de inúmeros estudos, análises, reflexões, etc.

Para além das suas aparições públicas em conferências, dos seus “press releases”, das suas biografias publicadas pela Google, e dos milhões de artigos acerca deles (entre os quais se encontra este), pouco mais se consegue extrair dos resultados do Google.

Para indivíduos com esta notoriedade será isto normal?

Numa reportagem levada a cabo pela jornalista Elinor Mills da CNET Networks , ficou demonstrado que, apenas com base em buscas no Google, o CEO da Google, Eric Schmidt, vive com a sua mulher em Atherton, Califórnia, tem uma fortuna de 1.500 milhões de dólares e recebeu 140 milhões de dólares em dividendos da Google no ano passado. Apurou-se também que foi um piloto amador e esteve no Burning Man Festival.

3. Ler os nossos emails da conta Gmail para tirar novas ideias para produtos

A Google guarda cópias do e-mails enviados e recebidos. A distância que os separam de rentabilizar este serviço gratuito é imperceptível.

4. Recusar ou penalizar no ranking as páginas, notícias e blogues que criticam a Google

Já sabemos que a Google pode banir um site sem ter que dar explicações a quem quer que seja.

Podemos encontrar imensos artigos na Web discutindo o problema da Google ter removido sites do seu índice. O problema principal é que estas remoções que a Google não explica podem dever-se ao facto de a Google querer os Webmasters à sua mercê

5. Fazer coisas que a sua declaração de privacidade não mencione.

Em 28 de Novembro de 2002, quando o New York Times questionou Sergey Brin se alguma vez tinha sido intimado a revelar o cumprimento das suas políticas de privacidade, este disse que não tinha comentários a fazer.

6. Guardar os seus dados quando dizem que os vão apagar

A Google não tem políticas de retenção de dados. Com a tecnologia que evidenciam dispor parece óbvio que é fácil recolherem e guardarem informações sobre os seus utilizadores.

7. Favorecer os seus resultados de pesquisa para ofuscar os dos concorrentes

A Google pode dar preferência a sites dos seus próprios serviços, sites parceiros do AdSense, utilizadores do seu serviço de pagamentos, sites Blogger, etc.

8. Forçar os Webmasters a anunciar

A Google pode decidir que os sites que anunciam no AdWords obtêm resultados superiores. Eles podem inclusivamente decidir que as empresas com grandes volumes de negócios não obtêm altos escalonamentos para que anunciem mais.

As empresas que usam o software Google Analytics para medir as suas vendas indicam ao Google quanto é que ganham. Isso pode permitir ao Google adequar os custos da publicidade aos resultados da empresa.

9. Mostrar as nossas pesquisas pelos departamentos para os empregados se rirem

10. Censurar resultados de pesquisa

11. Aceitar subornos para subir certos resultados nos rankings

12. Favorecer os sites com AdSense

13. Encher a interface de busca com artefactos que não interessam

14. Adicionar auto promoção nos resultados da busca

15. Dar acesso das autoridades às suas bases de dados

16. Deixar de informar que o AdSense é publicidade

17. Fechar os olhos a páginas de amigos ou colegas que façam spam

18. Suprimir grupos de direitos humanos

19. Partilhar os nossos dados livremente com terceiros, nomeadamente com o Governo

20. Pensar a curto prazo

21. Comprometer os seus princípios morais

22. Permitir a Governos que indiquem que fontes da Google News são aceitáveis

23. Colocar na lista negra jornais ou revistas de que não tenham gostado duma história

24. Trabalhar para criar um monopólio

25. Não cumprir compromissos

26. Despedir empregados por razões de raça, sexo, idade, opiniões, etc.

27. Açambarcar aplicações para a Web concorrentes e depois descontinuar os produtos

28. Alterar os termos de serviço sem dizer a ninguém

29. Mentir ao público

***

A Google pode fazer todas as coisas más atrás indicadas e prová-lo poderá ser extremamente difícil, pois eles não revelam o algoritmo.

Vamos esperar que a Google consiga resistir às tentações do seu poder, obtido, diga-se em abono da verdade, devido ao excelente serviço proporcionado à escala mundial. Não há memória da existência duma prestação de serviço tão útil e eficaz por este preço, ou seja, zero!

Continuem assim!

Don't be evil!

 

 

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Autor Carlos Ascensão