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Socialização, coesão e interdependência

 Os desafios que se impõem no futuro às comunidades de aprendizagem colaborativa com suporte on-line não são apenas tecnológicos, segundo investigadores como Kollock (1998) serão essencialmente desafios de ordem sociológica, em que o principal enfoque deverá passar pela interacção e a organização social. O ênfase colocado inicialmente nas tecnologias de informação e comunicação potenciadoras da interacção colaborativa entre estudantes, dá agora lugar ao enfoque mais socializante do processo educacional.

Segundo Kollock (1998) não existe um algoritmo generalizável a cada processo de desenvolvimento de comunidades suportadas on-line:

“That is, there is no step-by-step recipe that can be followed that will guarantee a specific outcome. Building community is a fundamentally different activity than writing computer code: code does not write back and code does not respond strategically to one’s actions” (Kollock1998): pág. 2).

 A investigação do processo de socialização mais favorável ao desenvolvimento deste tipo de comunidades, ainda constitui um campo pouco explorado e carece de muitos estudos no sentido de se puderem identificar os factores que, de uma forma geral, são mais determinantes na conquista do sucesso das técnicas e contextos de aprendizagem colaborativa.

A ideia que ganha o consenso da maior parte dos investigadores neste campo é que a só através do estudo da natureza das interacções sociais decorrentes nestas comunidade é possível fazer uma adequada caracterização, que permitirá responder como funciona e quais os factores que favorecem a sua continuidade ou limitam as oportunidades da aprendizagem resultante.

É preciso compreender as vantagens da formação destas comunidades, investigar porque as pessoas têm uma necessidade natural para se agregarem apesar das grandes dificuldades de sociabilização inerentes, e quais as condições e os contextos que favorecem essa necessidade de existirem como comunidade. É na partilha de ideias e de objectivos comuns que se forjam os relacionamentos de colaboração duradouros. E é através da natureza das interacções sociais resultantes desses relacionamentos que sustentam as comunidades, e no caso das comunidades de aprendizagem colaborativa, sustenta-se também a própria aprendizagem.

A interdependência positiva (Johnson e Johnson, 1992 cit in Slavin,1992) é uma qualidade fundamental na formação deste tipo de comunidades, só através dela é que se consegue transformar o trabalho cooperativo gerado em grupo numa percepção de pertença a uma comunidade activamente colaborativa. Esta qualidade favorece o surgimento da autonomia nos alunos, que envolve não só o desenvolvimento de um sentimento de liberdade independente das influências exteriores à aprendizagem, como também envolve o desenvolvimento do reconhecimento da responsabilidade e obrigação para com os outros colegas.

Segundo Cuseo (2000) as estratégias com vista a promover a interdependência positiva entre alunos em trabalhos escolares colaborativos, têm maior resultado se forem desenhadas com vista a alimentar a coesão social dos participantes. Dessas estratégias devem constar tarefas que promovam o desenvolvimento de uma identidade de grupo e regras internas de funcionamento e de comunicação. O objectivo educacional implicado no desenvolvimento da interdependência nestas comunidades colaborativas deverá corresponder ao desenvolvimento de climas sócio-emocionais que favoreçam o surgimento de uma percepção de intimidade e de solidariedade entre alunos, capacitando-os com um sentimento de conforto perante as actividades de grupo futuras mais exigentes do ponto de vista da expressão de sentimento pessoais, confrontação aberta de ideias e gestão de conflitos de opinião.

Qualquer equipa tem de se organizar no sentido de que todos os seus elementos sintam que a sua actuação tem de ser útil não só para eles próprios mas fundamentalmente para a equipa. Usando uma imagem desportiva, num desafio de futebol o golo é comemorado como pertencente à equipa e não apenas ao jogado marcador. A comunidade de aprendizagem colaborativa deve funcionar segundo o mesmo princípio. Todos os elementos devem ter tarefas destinadas e serem responsáveis por elas, percebendo que se falharem não são eles que falham mas toda a comunidade.

A interdependência constitui um tópico tão importante na aprendizagem cooperativa/colaborativa que os investigadores Johnson et al (1998) bastante reconhecidos neste campo, dividiram a interdependência em cinco modalidades:

. Interdependência de finalidades – Quando todos os membros trabalham para um fim comum e muitas vezes mais concreto (por exemplo: uma reflexão conjunta sobre um texto), ou ainda quando todos os membros desejam ter em conjunto boas classificações ou mostrarem um melhor desempenho numa qualquer competência;

. Interdependência de recompensa – Quando em função da média das classificações de um determinado trabalho conjunto, todos os membros receberem certificados ou outro tipo de recompensa pelo trabalho desenvolvido. Sobre este aspecto ainda recaem muitas críticas da comunidade científica sobre as reais vantagens ou limitações desta estratégia de recompensa aos alunos.

. Interdependência de tarefas – Quando os trabalhos são divididos em tópicos que são distribuídos pelos diversos membros, Enquanto uns elementos fazem um tipo de pesquisa os outros fazem outra, e no final apenas se juntam as partes dos trabalhos para completar a tarefa.

. Interdependência de recursos – Esta modalidade está de algum modo ligada à anterior, quando na divisão dos tópicos pelos membros existe também uma responsabilização por diversos recursos.

. Interdependência de papéis – Quando é distribuído a cada elemento um papel que está dependente dos outros. Só se justificando quando o conjunto dos papéis proporcionar um bom funcionamento do trabalho conjunto em comunidade. Os papéis podem variar de acordo com as tarefas e com os objectivos comuns. É comummente aceite uma certa alternância de papéis, muito embora em certos casos se possa justificar alguma especialização.

Johnson, , Johnson e Smith (1998) justificam a importância da interdependência positiva na facilitação de contextos nos quais se promove a interacção entre pares, que por sua vez propiciam o desenvolvimento de um espírito de grupo, de uma agradável interacção interpessoal e de mais oportunidades de atingirem com sucesso os objectivos comuns. Devendo as diversas modalidades de interdependência ser utilizadas consoante os efeitos desejados e os objectivos propostos inicialmente para o trabalho colaborativo.

A interdependência positiva nas suas diversas modalidades gera “forças” de agregação social causadas por solidariedade de interesse no desenvolvimento de um tema ou por sintonia de interesses baseados na amizade conquistada. Quando se traduz a agregação social no conceito de coesão social concorrem para essa unidade de acção, estudada pela psicologia moderna, um conjunto de factores funcionais e sócio-afectivos: as práticas coesiva cultivadas pelos membros da comunidade; a moral dos membros que tem implicações directas no sucesso do desenvolvimento da comunidade; os estímulos externos resultantes de outras comunidades ou da presença do professor; e os laços interpessoais baseados na amizade e na solidariedade cultivada por todos (Fig.3):

 

Factores funcionais e sócio-afectivos da Coesão Social

Figura 3: Factores funcionais e sócio-afectivos da Coesão Social
adaptado de Devillard (2001:100).

 
 Quer a Interdependência positiva quer a coesão social são objecto de um extenso estudo da Psicologia moderna, e como foge ao principal enfoque deste estudo não se desenvolverá com maior profundidade aspectos internos implicados nestes conceitos. Interessa apenas ressalvar que ninguém nasce com competências sociais, estas são adquiridas em função da interacção social. Existem apenas características pessoais, provavelmente genéticas, que dificultam ou propiciam o processo de socialização. Por isso mesmo é necessário que se facilite aos alunos uma aprendizagem das competências de interacção social apropriadas para o trabalho colaborativo.

A aprendizagem colaborativa tem como um dos principais objectivos contribuir para o sucesso académico dos alunos, mas isso só será possível se de facto os alunos souberem tirar partido da aprendizagem e da dinâmica conjunta resultante do trabalho colaborativo. É importante que os alunos compreendam que as competências sociais são tão indispensáveis como os conteúdos académicos, em especial as associadas ao trabalho em pequeno grupo, que em alguns casos são competências interpessoais genéricas, mas que de qualquer modo têm sempre uma certa especificidade no contexto de pequenos grupos (Tuckman, Bruce W.,1965).

 

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