A interactividade e o webmarketing
A Internet os Motores de Busca e os Utentes
O fenómeno da interactividade
Interactividade é a capacidade de intercâmbio dos intervenientes num processo de comunicação em que, por natureza, existem trocas e influências recíprocas, sejam eles humanos ou não. No caso das tecnologias de informação e comunicação gera-se um diálogo com o utilizador que envolve pelo menos duas acções em que pessoas, objectos e eventos se influenciam mutuamente (Filipe, 2008, pág. 31).
De acordo com Michael Moritz, investidor e membro do conselho de administração da Google, e da Yahoo!, as duas coisas que as pessoas mais fazem na Internet é comunicar e procurar informação (Vise, 2007, pág. 174).
Ao longo da história da humanidade criaram-se cinco meios de comunicação em massa (Ries, 2002b, pág. 126):
1. O livro;
2. O jornal;
3. A rádio;
4. A televisão;
5. A Internet;
O livro multiplicou o número de pessoas que podiam ser alcançadas por um simples indivíduo. Não só se podiam partilhar ideias e conceitos entre milhões de pessoas, como também essas ideias e conceitos podiam transitar duma geração para a outra.
O jornal acrescentou o atributo das notícias. Muitas pessoas podiam partilhar os últimos eventos da sua cidade, país ou mesmo do mundo. Na sua essência o jornal adoptou o processo de impressão do livro e acelerou-o drasticamente. Enquanto um livro demorava meses a produzir um jornal era feito de um dia para o outro.
A rádio adicionou a voz humana. Notícias e entretenimento podiam ser comunicados com emoção e personalidade. Individualidades como Winston Churchill ou Franklin D. Roosevelt usaram o poder da emoção com extrema eficácia para comunicarem.
A televisão adicionou o atributo do movimento. Se quisermos, rádio com imagens em movimento.
E a Internet? Que atributo trouxe para o plano da comunicação? A história consagrará a Internet como o maior de todos os meios de comunicação da nossa era. E a razão é simples. É o único meio de comunicação em massa que, para além de permitir uma comunicação bidireccional, permite interactividade entre o utente e determinado objecto da sua atenção. São exemplos disso os fóruns, os newsgroups, as listas de discussão ou a simples exploração de um site, que permitem relações bidireccionais constantes, embora assíncronas (Martins, 2003, pág. 3).
Numa nota à imprensa lançada no dia 1 de Abril de 2004 a Google escreveu no título:
“A Busca na Internet é a Tarefa Número Dois
A Tarefa Número Um é o E-mail”.
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Esse comunicado destinava-se a anunciar o lançamento do Gmail, um serviço de webmail que na altura do seu lançamento disponibilizava espaço gratuito de 1000 megabytes, 500 vezes mais do que oferecia a Microsoft e 250 vezes superior ao espaço de arquivo oferecido pela Yahoo! À data em que escrevo o espaço já vai em mais de 7300 megabytes “and counting”, como se pode ver na página de abertura do Gmail (Figura 1).

A interactividade e o marketing
A Internet possibilita maior interacção e individualização quer a empresas quer a consumidores. Antes deste fenómeno as empresas remetiam as suas ofertas através dos meios tradicionais de marketing, tais como revistas, boletins informativos e anúncios. Hoje as empresas podem particularizar os conteúdos aos consumidores, os quais, por sua vez também podem personalizar os conteúdos que querem receber. Além disso as empresas podem comunicar e interagir com grupos muito maiores do que antigamente.
Actualmente o processo de troca é cada vez mais iniciado e controlado pelo cliente. É este que convida as empresas e aproximarem-se e a participar na troca de informações.
Para Kotler (2006d, pág. 615) o marketing interactivo proporciona muitos benefícios específicos. Exemplos:
- Os seus efeitos podem ser medidos e identificados facilmente;
- Os anúncios publicitários podem ser contextualizados a partir de keywords que os utilizadores insiram nos motores de busca;
- A Internet é particularmente eficaz para alcançar as pessoas durante o dia. Isto permite alvejar o mercado, em circunstâncias diferentes das tradicionais;
- Consumidores jovens com poder aquisitivo e boa escolaridade, tomam mais decisões de compra pela Internet do que pela TV.
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Carlos Pinto Ascensão
Director do Portal WebMarketing

