Erros mais comuns na escolha de keywords
Podemos comparar a construção dum site optimizado para os motores de busca com a confecção dum bolo, em que as keywords são os ingredientes essenciais.
Tal como em culinária, se escolhermos os ingredientes piores ou errados o resultado final poderá ser desenxabido, senão mesmo adstringente.
O foco nas keywords erradas conduzir-nos-á a resultados sofríveis no ranking dos motores de busca.
Os erros mais comuns dos webmasters são os seguintes:
1. Querer estar em número um no Google pelo nome da empresa.
Se por um lado este objectivo é correcto, por outro é infrutífero.
Quem pesquisa pelo nome da nossa empresa são os concorrentes, e outras pessoas que já a conhecem, como funcionários que querem aceder à intranet. É óbvio que é importante estar bem posicionado pelo nome ou marca da nossa empresa. Mas trata-se dum objectivo em regra tão fácil de conquistar que não deveria figurar sequer no topo das necessidades.
O que se pretende com a actividade de SEO é captar visitantes qualificados que nunca tenham ouvido falar do nosso negócio.
2. Querer bons rankings para keywords duma só palavra.
Sempre que possível, deveremos criar expressões com duas a quatro palavras. De acordo com dados da Majestic Research:
50% de todas as pesquisas são feitas com 2 ou 3 palavras;
25% das pesquisas usa entre 4 e 6 palavras;
20% das pesquisas usa apenas 1;
5% das pesquisas usa mais do que 6 palavras;
Esta questão tem uma importância tão grande para a temática do webmarketing que a própria Google criou um sub-site dedicado ao tema, chamado GoogleTrends (http://www.google.com/trends). Este serviço (actualizado de hora a hora) apresenta as pesquisas mais populares, quer globais (não colocando nada na caixa de pesquisa) quer relacionadas com uma determinada keyword (preenchendo a caixa de pesquisa).
Como se pode ver na imagem abaixo, das 50 keywords mais pesquisadas, só três são compostas por uma palavra apenas.

3. Copiar as keywords usadas pelos concorrentes sem estudar alternativas.
No meu trabalho com clientes apercebo-me duma tendência para copiar os concorrentes, sem pesquisar detalhadamente o que é que as pessoas pesquisam e quantos sites concorrentes usam esses termos.
A boa prática aqui será encontrar expressões relativamente populares e pouco usadas pelos concorrentes. O Google Keywords Tool responde-nos a essas e outras questões.
4. Uso de termos técnicos.
Muitos empresários usam expressões que fazem parte da gíria interna da actividade, esquecendo-se que a maior parte dos potenciais clientes a desconhece. As pessoas introduzem termos de pesquisa em linguagem corrente. Em princípio, só os profissionais do sector (que já nos conhecem) é que usam termos técnicos para pesquisar.
Exemplo prático ocorrido com um cliente no sector de equipamentos para restauração. Pretendiam optimizar o termo “insectocoladores”, ao que lhes sugeri que preferissem termos do género “aparelhos para matar moscas”. Este deverá ser o termo que os seus clientes começarão por usar quando pesquisarem no Google.
5. Densidade de keywords em excesso
Há muitos webmasters que ainda abusam de certas keywords, pensando que isso os vai beneficiar. Chama-se a isto “keyword stuffing”.
Essa prática, para além de irritar o visitante, é detectada pelos filtros de spam constantes no algoritmo do Google, conduzindo a penalizações do site no posicionamento ou mesmo à sua expulsão.
É preferível optar pelo uso de sinónimos (recorrendo a dicionários, caso necessário). Este processo é designado por análise ontológica.
O ponto fulcral sobre a pesquisa de keywords é simples: se não estamos a obter tráfego relevante do motor de busca para o nosso site, é porque não estamos a usar as keywords que os nossos clientes usam.
Contacte-me para saber mais sobre a matéria.
Carlos Pinto Ascensão
Director do Portal WebMarketing

