sábado, 19 de Maio de 2012

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Há sites perfeitos?

Philip Kotler[1], citando Rayport e Jaworski, alega que os sites eficazes devem ser projectados e concebidos respeitando alguns aspectos designados por 7 C’s. Vejamos em que consistem.

 
1.      Contexto – layout e design;
2.      Conteúdo – texto, imagens, som e vídeo;
3.      Comunidade – forma como o site permite a comunicação entre os utilizadores;
4.      Customização – capacidade do site de se adaptar às necessidades dos diferentes utilizadores e permitir que eles o personalizem;
5.      Comunicação – como o site permite a comunicação site/utilizador, utilizador/site ou nos dois sentidos;
6.      Conexão – nível de conectividade do site a outros sites;
7.      Comércio – capacidade do site permitir transacções comerciais;
 
Kotler vai mais longe, lembrando que o contexto e conteúdo são importantes mas que existe mais um C que não pode ser descurado, a saber:
 
·         Constante mudança
 
Numa perspectiva diferente embora inteiramente de acordo com esta visão, acrescentaria a seguinte “check list”, que considero que um bom webdesigner deveria ter à mão, durante o briefing com o cliente.
 

1. Search Engine Optimization

 
·         Pensou nas keywords mais importantes para a sua actividade?
·         O site é amigável para os motores de busca (“search engine friendly”)?
·         Sabe como criar links externos para o seu site?
 

2. Usabilidade

 
·         O site é “user friendly” (leia-se: fácil de ler e entender)?
·         A informação é fácil de encontrar?
·         O site tem motor de pesquisa?
·         O site tem “Mapa do site”?
·         Os tipos de letra são fáceis de ler?
·         Utiliza formatações de letra e de parágrafo e outros estilos para diferenciar os conteúdos?
·         Criou folhas de estilo (CSS – Cascading Style Sheets) para uniformizar a apresentação das várias páginas?
 

3. Navegabilidade

 
·         As páginas do site têm todas um menu sempre visível e no mesmo sítio?
·         Todas as páginas têm maneira fácil de aceder à Home?
·         Há páginas tipo “beco sem saída”, só navegáveis com os botões “atrás” ou “adiante” do browser?
·         Se um site tiver secções temáticas de grande dimensão deverá considerar-se a colocação dum menu adicional.
·         Há alguma zona do site que requeira mais do que 3 cliques para se chegar lá?
·         Todos os links funcionam?
·         Os links estão claramente assinalados?
 

4. Home Page

 
·         Os visitantes conseguem perceber na home page a identidade da empresa e o tipo de conteúdos do site? Ou a página é daquelas “tipo slide” que dizem “Clique para Entrar”?
·         A home page permite que se aceda a todas as áreas do site?
 

5. Páginas críticas

 
·         As páginas das áreas principais do site são claras e suficientemente descritivas do conteúdo das sub-páginas?
·         Existe alguma página “Sobre nós” que descreva o objecto da empresa?
·         A página “Contactos” percebe-se bem?
 
Em resumo e para finalizar, nunca é demais sublinhar que quando falamos em Webmarketing temos que ter sempre presente que no centro está o utilizador e que o site não é um fim em si mesmo (leia-se: uma obrigação), mas um meio para obtermos vantagens competitivas e captarmos mais e melhores negócios ou para divulgarmos o nosso projecto e interagirmos com o comunidade em que estamos inseridos.


[1] KOTLER, Philip e KELLER, Kevin Lane, “Administração de Marketing”, 12ª Edição, Prentice Hall, 2006, p. 615

 

 

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Carlos Pinto Ascensão
Director do Portal WebMarketing
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